A energia solar cresce no Brasil mesmo com a pandemia

Tomaz Filho

A energia solar continua crescendo no Brasil durante a pandemia da COVID-19 e tem tudo para contribuir na recuperação econômica após a crise de saúde.

A opinião é de Bárbara Rubim, vice-presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), responsável pela geração distribuída.

Segundo ela, o ritmo de crescimento desacelerou um pouco, mas ainda é exponencial. A pandemia teve um efeito menor do que o esperado e a potência instalada aumentou 30% no primeiro semestre de 2020.

O potencial total era de 5.918 MW em 2 de julho, ante 4.533 MW no final de 2019, segundo dados oficiais da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Aqui no Brasil, 60,4% da energia é hidrelétrica, 8,7% vem do vento, 8,4% da biomassa, 8,3% do gás natural, 5,1% dos derivados do petróleo e 2,0% do carvão.

A energia solar é a fonte de energia que mais cresce

O Brasil começou tarde quando se tratou de aproveitar o enorme potencial solar em seu vasto território. O impulso inicial veio em 2012, quando o país adotou regras que incentivam a geração distribuída de eletricidade, também conhecida como geração descentralizada por se basear em pequenas fontes.

Isso coincidiu com a queda acentuada no custo de instalação de painéis solares, que teve um papel decisivo no boom dos últimos anos.

Ainda assim, estamos muito atrás dos países que mais se destacam no desenvolvimento dessa fonte de energia, liderada pela China, que adicionou 30 mil MW no final de 2019 com 205,7 mil MW de energia solar, segundo a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA).

Empregos 

No Brasil, a expansão levou à criação de 37 mil empregos no último semestre, período em que o desemprego aumentou generalizadamente com a chegada do coronavírus SARS-CoV-2 no final de fevereiro.

A previsão inicial de geração de 120.000 empregos este ano se tornou mais improvável, mas não foi descartada, de acordo com a Absolar.

O setor já havia provado seu caráter anticíclico ao crescer durante a recessão econômica que atingiu o Brasil em 2015 e 2016. Isso porque, durante uma crise, as pessoas escolhem produtos que permitem economizar.

Gerar a própria eletricidade é um bom negócio: a economia na conta de luz cobre o investimento inicial em apenas alguns anos.

Expansão da energia solar é real

Por precaução, algumas empresas adiaram os investimentos, até que a situação econômica se tornasse mais clara. Isso aconteceu principalmente no caso das indústrias, mas não para farmácias e supermercados, que conseguiram manter ou expandir suas vendas.

A nível nacional, Rubim disse que a maior expansão da energia solar se deu no setor comercial, empenhado na redução dos custos com energia, bem como entre os consumidores residenciais.

Os residentes rurais e empresas também investiram fortemente nessa fonte de energia, aumentando sua capacidade de geração em 120 por cento no primeiro semestre de 2020, em comparação com o mesmo período de 2019.

Isso porque a energia rural ficou mais cara devido à redução gradativa de um desconto que desfrutavam na tarifa de energia elétrica. Além disso, os produtores rurais tendem a buscar “sinergias” para fazer um uso mais eficiente da terra.

Segundo a vice-presidente da Absolar, a pandemia vai favorecer as fontes renováveis, principalmente a solar, por reduzir custos, inclusive com manutenção, e por elevar o preço da eletricidade fornecida pelas distribuidoras.

Os consumidores terão que pagar pelo menos parte da chamada “conta COVID” – um empréstimo bancário feito pelo governo para ajudar a indústria de energia a superar as perdas sofridas em face da queda na demanda de energia devido à pandemia.

O empréstimo visa distribuir em cinco anos o aumento das tarifas de energia que, de outra forma, afetariam os consumidores de uma só vez. No entanto, haverá um custo adicional que tornará a energia solar mais atrativa.

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